A instabilidade postural é uma das principais alterações motoras da doença de Parkinson, comprometendo a mobilidade, a independência funcional e a segurança durante as atividades diárias. Embora o exercício terapêutico seja fundamental na reabilitação, ainda existem dúvidas sobre quais modalidades oferecem melhores resultados e qual a dose ideal de treinamento.
Uma revisão sistemática com metanálise em rede, publicada em 2025 na revista Neurological Sciences, analisou 73 estudos envolvendo 3.747 pessoas com Parkinson. Os pesquisadores investigaram diferentes modalidades de exercício e sua relação com a melhora do equilíbrio. A dança apresentou os resultados mais favoráveis na análise, seguida pelo exercício aeróbico. Treinamentos aquáticos, multicomponentes, sensoriais, resistidos e específicos de equilíbrio e marcha também demonstraram benefícios.
O QUE LEVAR PARA A PRÁTICA
Diversificar as intervenções: considerar dança, exercícios aeróbicos e treinamento específico de equilíbrio, conforme os objetivos e as capacidades do paciente.
Individualizar a dose: ajustar frequência, intensidade e duração de acordo com o estágio da doença, o desempenho funcional e a tolerância ao exercício.
Monitorar a evolução: utilizar medidas de equilíbrio, mobilidade e risco de quedas para orientar a progressão do tratamento.
Referência científica
Fan X, Yuan Y, Bai Y, Cheng C, Wang J, Wang T, et al. Optimal dose and type of exercise improve the overall balance in adults with Parkinson’s disease: a systematic review and Bayesian network meta-analysis. Neurological Sciences. 2025;46:4169–4180.
DOI: 10.1007/s10072-025-08244-1
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