Atendimentos domiciliares movimentam bilhões de reais no Brasil

O número de empresas home care passou de 676, em junho de 2018, para 830 em dezembro de 2019 — um aumento de 22,8%. Além disso, existem vários outros estabelecimentos que trabalham com home care de forma não essencial, como orfanatos, Instituições de Longa Permanência e outros. Se eles fossem considerados, o número com certeza seria muito maior.

Segundo dados do Censo NEAD-Fipe 2019/2020, a receita gerada em 2019 pelo home care foi de R$ 10,6 bilhões. Os números não deixam dúvidas de que o setor de Atenção Domiciliar à Saúde está em pleno crescimento no Brasil.

Continue a leitura para entender melhor a dinâmica financeira do home care, quais são os motivos dessa expansão do setor e como os profissionais de saúde podem se beneficiar com isso.

Conheça em detalhes a movimentação de dinheiro em atendimentos domiciliares

O Censo NEAD-Fipe 2019/2020 é o único levantamento oficial e, até a publicação deste conteúdo, o relatório mais atual sobre o cenário do home care no Brasil. A pesquisa foi feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o Núcleo Nacional das Empresas de Serviços de Atenção Domiciliar (NEAD).

Em relação ao dinheiro movimentado no setor, confira quais são os principais destaques observados no período:

- a receita anual do setor foi de R$ 10,6 bilhões, sendo 57,5% (R$ 6,1 bilhões) referentes a internações domiciliares e 42% (R$ 4,5 bilhões) por atendimentos domiciliares (R$ 4,5 bilhões);
- o ticket médio foi de R$ 212,48 para serviços de atendimento domiciliar e de R$ 742,84 para serviços de internação domiciliar;
- já o custo médio dos pacientes em diário dos pacientes foi estimado em R$ 141,92 para atendimento domiciliar e R$ 614,96 para internação domiciliar.

Vale destacar que o questionário foi enviado para 472 empresas do setor, mas apenas 58 delas responderam, de forma voluntária, total ou parcialmente as perguntas da pesquisa. Por conta disso, a Fipe considera que os dados precisam ser considerados de forma cautelosa.

Por que o home care está crescendo tanto no Brasil?

O número de empresas home care passou de 676, em junho de 2018, para 830 em dezembro de 2019 — um aumento de 22,8%. Além disso, existem vários outros estabelecimentos que trabalham com home care de forma não essencial, como orfanatos, Instituições de Longa Permanência e outros. Se eles fossem considerados, o número com certeza seria muito maior.

Existem várias razões que explicam o motivo desse crescimento e o porquê ainda existe espaço para que o setor se expanda mais nos próximos anos. Veja:

- envelhecimento da população brasileira;
- valorização do atendimento humanizado;
- maior interesse da família em participar do tratamento e recuperação do paciente;
- problema de falta de leitos públicos e particulares para atender a população;
- mais qualidade de vida para profissionais e pacientes.

É possível ser bem remunerado com home care?

Com certeza! O segmento, como vimos, está movimentando muito dinheiro e ganhando cada vez mais destaque na saúde do país. Para suportar o aumento da demanda de pacientes, surgem cada vez mais oportunidades de emprego.

De acordo com o site Vagas, a média salarial de um Fisioterapeuta Home Care é R$2.247,00 e pode chegar a até R$3.121,00. Já segundo informações do portal Glassdoor, um Fisioterapeuta Home Care empregado em um hospital pode ganhar até R$5.337,00.

O valor da remuneração pode ser ainda maior para profissionais autônomos, que recebem de acordo os atendimentos realizados e podem aproveitar a grande demanda para aumentar o faturamento.

Os rendimentos também variam de acordo com a experiência, o tipo de atendimento e a especialidade de cada profissional. Por isso, quem quer oferecer um bom atendimento domiciliar, fidelizar clientes e ser bem remunerado, precisa fazer cursos para se especializar.


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