As cicatrizes atróficas de acne representam um desafio frequente na fisioterapia dermatofuncional. Entre as estratégias utilizadas, o microagulhamento busca estimular o remodelamento tecidual. Mas a associação com plasma rico em plaquetas (PRP) oferece benefícios adicionais?
Uma revisão sistemática com metanálise publicada na Archives of Dermatological Research, em 2026, reuniu 17 estudos e 1.111 participantes. A combinação de microagulhamento e PRP apresentou maior redução da gravidade das cicatrizes do que o microagulhamento isolado.
Os pacientes submetidos à terapia combinada tiveram aproximadamente três vezes a probabilidade de alcançar melhora excelente na classificação das cicatrizes (RR = 3,05). Não foram identificadas diferenças estatisticamente significativas nos eventos adversos avaliados, como eritema, edema, dor e hiperpigmentação.
Apesar dos resultados favoráveis, parte dos estudos apresentou risco de viés e diferenças nos protocolos utilizados. Assim, a associação mostra potencial clínico, mas ainda são necessários ensaios mais rigorosos e acompanhamento prolongado.
O QUE LEVAR PARA A PRÁTICA
- Avaliar: identificar o tipo e a profundidade das cicatrizes, o fototipo e os fatores de risco.
- Individualizar: considerar os benefícios, as limitações das evidências e a habilitação profissional exigida para cada procedimento.
- Monitorar: registrar a evolução clínica, a satisfação do paciente e possíveis efeitos adversos.
REFERÊNCIA CIENTÍFICA
Afreen S, Shenod S, Sairaj RT, et al. Combined microneedling and platelet-rich plasma for atrophic acne scars: a systematic review, meta-analysis and trial sequential analysis. Archives of Dermatological Research. 2026;318:155.