Os bioestimuladores de colágeno injetáveis ganharam espaço nos tratamentos estéticos por sua capacidade de estimular respostas teciduais associadas à produção de colágeno. Mas os resultados clínicos justificam sua crescente utilização?
Uma revisão sistemática com metanálise publicada no Aesthetic Surgery Journal, em 2025, avaliou 25 estudos sobre bioestimuladores, incluindo ácido poli-L-láctico, hidroxiapatita de cálcio e policaprolactona. A satisfação global estimada foi de 91%, embora com elevada heterogeneidade entre os estudos.
Os eventos adversos também merecem atenção: equimoses foram estimadas em 22%, edema em 5% e formação de nódulos em 5%. A revisão identificou resultados favoráveis em parâmetros estéticos, mas destacou limitações metodológicas que impedem conclusões definitivas sobre eficácia e segurança comparativas.
Para a fisioterapia dermatofuncional, esses achados reforçam a importância de compreender os mecanismos dos injetáveis, avaliar criticamente as evidências e priorizar a segurança do paciente. A escolha de qualquer procedimento deve respeitar a habilitação profissional, a regulamentação vigente e as características individuais de cada pessoa.
O QUE LEVAR PARA A PRÁTICA
- Avaliar: investigar histórico clínico, características da pele, expectativas e possíveis fatores de risco.
- Individualizar: considerar indicação, produto, evidências disponíveis e requisitos de segurança, dentro das competências profissionais legalmente reconhecidas.
- Monitorar: documentar resultados, acompanhar a evolução e reconhecer precocemente possíveis complicações.
REFERÊNCIA CIENTÍFICA
Smith L, Rahmati M, Pizzol D, et al. Biostimulants in Aesthetic Medicine: A Systematic Review and Meta-analysis of Efficacy, Safety, and Patient Satisfaction. Aesthetic Surgery Journal. 2025;45(12):1278–1284.
DOI: https://doi.org/10.1093/asj/sjaf142