ARTIGO EXPLICADO | Dor no quadril e osteoartrite: o que a ciência revela sobre mobilidade e função

A osteoartrite de quadril é uma condição degenerativa comum e uma das principais causas de dor e limitação funcional em adultos. Caracteriza-se por alterações estruturais na articulação, acompanhadas de sintomas que impactam diretamente a mobilidade, a independência e a qualidade de vida dos pacientes.

Com o avanço das pesquisas, compreender a relação entre dor, mobilidade articular e função tornou-se essencial para uma prática clínica baseada em evidências.

O que diz o artigo “Hip Pain and Mobility Deficits in Hip Osteoarthritis” (2025)

Publicado em 2025, o artigo Hip Pain and Mobility Deficits in Hip Osteoarthritis apresenta uma revisão das evidências atuais sobre a osteoartrite de quadril, com foco especial na associação entre dor no quadril e déficits de mobilidade.

Os autores destacam que a dor raramente ocorre de forma isolada. Na maioria dos casos, ela está acompanhada de perdas significativas de amplitude de movimento, especialmente nos movimentos de rotação interna, flexão e extensão do quadril.

A relação entre perda de mobilidade e limitação funcional

O estudo reforça que a limitação de movimento não deve ser entendida apenas como uma consequência da dor. A perda de mobilidade contribui diretamente para a piora da função, interferindo em atividades como caminhar, subir escadas, sentar e levantar, além de impactar a participação social e a autonomia do paciente.

Esses déficits podem alterar padrões de movimento e aumentar a sobrecarga em outras articulações, favorecendo a progressão do quadro clínico.

Importância da avaliação na osteoartrite de quadril

Outro ponto central do artigo é a necessidade de uma avaliação clínica abrangente. Avaliar mobilidade articular, força muscular e padrões de movimento é fundamental para compreender o impacto real da osteoartrite de quadril e orientar decisões terapêuticas mais seguras e eficazes.

A revisão reforça que intervenções baseadas apenas no alívio da dor são insuficientes quando não consideram as alterações funcionais e mecânicas associadas à condição.

Evidência científica aplicada à prática clínica

Artigos como este contribuem para fortalecer a prática baseada em evidências, auxiliando o fisioterapeuta a tomar decisões clínicas mais embasadas, individualizadas e alinhadas às necessidades do paciente.

No IBRAESP, a evidência científica é entendida como um pilar fundamental da formação profissional e da atuação clínica responsável, transformando conhecimento científico em raciocínio clínico e prática segura.

???? Para entender em detalhes os achados do estudo e suas implicações clínicas, recomendamos a leitura completa do artigo e a reflexão crítica sobre sua aplicação no atendimento ao paciente com osteoartrite de quadril que pode ser encontrado no link abaixo:

https://www.jospt.org/doi/10.2519/jospt.2025.0301

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